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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Cultivo de mexilhão

Mäyjo, 10.05.17

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Galiza, Espanha

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Cultivo de mexilhão na Ria de Arousa estuário salino na costa da Galiza.

Jangadas flutuantes têm o viveiro, onde os moluscos crescem em cordas até terem o tamnho suficiente para serem colhidos.

A produção de mexilhões prosperou aqui porque há uma concentração geralmente alta do fitoplâncton na água, proporcionando aos mexilhões uma boa dieta rica em proteínas.

UNIVERSIDADE DE AVEIRO DESENVOLVE TERAPIA ECOLÓGICA PARA DESCONTAMINAR ÁGUAS DAS PISCICULTURAS

Mäyjo, 30.09.15

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Uma equipa de investigadores do Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu uma terapia amiga do ambiente que permite descontaminar as águas provenientes das pisciculturas, o que futuramente poderá eliminar a necessidade de utilizar vacinas e antibióticos, o que melhora a qualidade dos peixes de viveiro.

A técnica, denominada “terapia fágica”, elimina as bactérias patogénicas através da acção de vírus que as infectam e eliminam, o que constitui uma alternativa inovadora e revolucionária aos métodos habitualmente utilizados. A terapia fágica – assim se chama por utilizar fagos, vírus que destroem apenas as bactérias e são inócuos para a saúde humana – reduz substancialmente o impacto ambiental e os riscos para a saúde pública da utilização massiva de outros descontaminastes.

De acordo com Adelaide Almeida, investigadora do CESAM e coordenadora do estudo, a vacinação é o método ideal para impedir as infecções mas “ as vacinas disponíveis são ainda limitadas e podem ainda ser pouco activas nas primeiras fases de vida dos peixes, quando o sistema imunitário ainda não está totalmente desenvolvido”, cita o jornal online da UA.

Por outro lado, indica a bióloga, a administração de antibióticos “apesar de ser geralmente eficaz, constituindo actualmente a primeira opção no tratamento destas infecções bacterianas, pode levar, através do seu uso frequente ao desenvolvimento de resistências, que fatalmente acabam por se transmitir aos microorganismos que infectam os seres humanos”.

Além da resistência aos antibióticos ser dispendiosa para o sector da aquacultura é também um problema para a saúde pública. “Há uma necessidade urgente de desenvolvimento de medidas inovadoras, eficazes e de baixo custo para combater estas infecções antimicrobianas refractárias ao tratamento convencional e limitar o desenvolvimento e disseminação de microrganismos resistentes aos antimicrobianos, sendo vital procurar métodos menos lesivos em termos ambientais, como é o caso da terapia fágica”, explica Adelaide Almeida.

O trabalho, intitulado “Terapia Fágica como alternativa de baixo impacto ambiental para inactivar bactérias patogénicas em pisciculturas”, foi um dos finalistas do Green Project Awards 2014.

Foto:  EPAMIG / Creative Commons

AQUACULTURA USA CADA VEZ MAIS ANTIBIÓTICOS

Mäyjo, 29.09.15

Aquacultura usa cada vez mais antibióticos

Existem vestígios de utilização de antibióticos em vários projectos de aquacultura de 11 países diferentes, de acordo com um estudo de Hansa Done e Rof Haden, do Instituto de Biodesign da Universidade Estadual do Arizona, Estados Unidos.

É sabido que os antibióticos não desaparecem de um dia para o outro, e a sua utilização excessiva pelas populações humanas e animais está a desenvolver novas resistências ao medicamento e, paralelamente, é uma grande ameaça à saúde e ambiente globais.

Publicado no Journal of Hazardous Materials, o estudo encontrou a presença de 5 dos 47 antibióticos avaliados nas aquaculturas de camarão, salmão, lampreia, truta, tubarão iridescente e tilápia.

Os níveis são considerados seguros, por agora, mas existe a preocupação de que estes produtos que não estejam sujeitos a regulações que promovam resistência a eles.

Os estudos que ligam a aquacultura ao problema do excesso de antibióticos e sua resistência aumentaram 800% de 1991 a 2013, por isso a comunidade científica está atenta ao problema. Isto deve-se ao aumento da actividade do sector, devido à procura global de peixes saudáveis.

Na verdade, o sector da aquacultura quase triplicou a sua produção nos últimos 20 anos – ela atingiu 83 milhões de toneladas métricas em 2013.

Foto: Bytemarks / Creative Commons

PORTUGAL PRODUZIU 12.000 TONELADAS DE AQUACULTURA EM 2014

Mäyjo, 25.09.15

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O sector português de aquacultura produziu 12.000 toneladas em 2014, mas a maioria das explorações ainda são de pequena dimensão, semi-intensivas e com produtividades e rentabilidades de baixas.

Segundo Carlos Pinho, investigador e responsável pela área de Aquacultura do INESC TEC (INESC Tecnologia e Ciência), é preciso “continuar a criar confiança e promover a articulação entre os vários parceiros que estão direta e indiretamente ligados à aquacultura”, de forma aumentar a cadeia de produção de valor.

O responsável acredita que a aquacultura portuguesa pode atingir as 40.000 toneladas até 2020. Para tal, é necessário o envolvimento de todas as entidades presentes na cadeia produtiva.

“[É] fundamental desmistificar a realidade portuguesa com testemunhos de players nas várias áreas, criar confiança e fortalecer laços entre os empresários do setor e as entidades de I&D nacionais, fazendo-os olhar para o setor e para os seus desafios, ajudando-os a resolver os problemas e a aumentar a competitividade das empresas”, avança por sua vez Luísa Valente, investigadora do CIIMAR/ICBAS-UP.

Vejas as 10 maiores aquaculturas do mundo.

Estes desafios, além de alicerçados numa relação com o sistema científico e tecnológico nacional, devem ser acompanhados de formação profissional que leve ao desenvolvimento de novas competências, que sejam o suporte de novos equipamentos e metodologias de produção.

As estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) prevêem que, revelam que o consumo mundial de pescado proveniente de aquacultura continue a crescer 7% ao ano, de forma sustentável – neste sentido, a capacidade de gerir alguns dos riscos e de prever o crescimento sustentável é uma das vantagens deste sector.

Se, por um lado, a nível mundial a aquacultura já contribui com metade do pescado consumido per capita, na Europa ela contribui com cerca de 25%. Em Portugal, a aquacultura nacional contribui apenas com pouco mais de 1,5%, embora o consumo de produtos aquícolas ronde os 8% – cerca de 6,5% são importações de salmão, dourada, robalo e peixe-gato.

“No caso português, o sector da aquacultura tem um enorme potencial para crescer muito graças às condições naturais que o nosso país apresenta, nomeadamente: a qualidade da água, as zonas de produção em estuários, rias, rios e a costa sul do continente e ilhas, que oferecem as condições ideais para a produção de espécies autóctones e de elevado valor comercial”, revela Fernando Gonçalves, Secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores (APA).

10 DAS MAIORES AQUACULTURAS DO MUNDO

Mäyjo, 22.09.15

Há muito que a aquacultura – ou processo de produção de vida marinha, como peixes, moluscos, crustáceos, répteis ou anfíbios, em ambientes controlados, para uso do homem – é praticada: os primeiros registos datam de há 4.000 anos, no Egipto, com a tilápia-do-Nilo.

Ainda assim, só nos últimos anos o processo se democratizou e se espalhou por todo o mundo, de forma a tentar contornar o decréscimo intenso dos stocks de peixes.

Japão, China ou França são alguns dos países que estão a alterar o seu ambiente para alimentar o globo, explica o Mashable, mas também em Portugal se investe na aquacultura. A tendência é que cada vez mais fábricas de aquacultura sejam desenvolvidas, algumas, inclusive, em locais inóspitos. Mas fará isso sentido?

10.Sudoeste da França

 

Leia também o artigo Mito – A Aquacultura polui o Ambiente, escrito por Ricardo Calado Investigador Principal do Departamento Biologia & CESAM da Universidade de Aveiro.